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Repertório Atual 
Kawabata (12 min) 8 bailarinos
Inspirada
no romance "A Casa das Belas Adormecidas" do escritor japonês
Yasunari Kawabata (Prêmio Nobre de Literatura 1968). A coreografia,
especialmente criada para José Paulo Correa, apresenta de
forma sutil e delicada a crueldade do contraste entre a beleza da
juventude e a velhice, com seu anúncio de morte, pressentida
através do torpor das mulheres com que o protagonista se
relaciona.
Contra-Ataque (20 min) 6 bailarinos
A
guerra é um testemunho permanente da força dos instintos
e emoções, uma expressão vigorosa de agressividade
humana e uma ritualização dramática da questão
nuclear do homem: o sentido de sua existência. Através
de temas bélicos de movimentos - marchas, cercos, assédios,
lutas - que demandam precisão, força física,
coesão e, sobretudo, extrema resistência, Regina
Miranda constrói uma dança de grande intensidade
dramática que revela os estados de guerra interiores.
Double
Game (32
min) 3 bailarinos
"Double
Game explora um ritual cotidiano de auto-reconhecimento. Todas essas
quedas e voos e irrupções e mergulhos, num permanente
estado de desfazer e re-compor, sempre uma vez mais. Double Game
e um pas-de-deux entre o real e o virtual; corpos de luz-corpos
de uma outra luz; um pas-de-trois entre tres mulheres e o que elas
se tornam por estarem umas frente as outras; ou ainda, Double-Game
e um pas-de-quatre: espaço, tempo, interpretes e espectadores dançando
uns através dos outros. Proximidade e a lógica desta
cena instavel. Como os espelhos, ela abre os abismos"- Eleonora
Fabiao
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Moderato
Cantabile (43
min) 4 bailarinos
Livremente
inspirado na obra homônima de Marguerite Duras, Moderato
Cantabile explora as variações de uma relação
afetiva, num jogo de imagens incessante e cruel, alimentado pelo
desejo, e dissimulado por um tom de narrativa o lento, "...moderato
e cantabile, que significa cantante". (Marguerite Duras).
Quinteto (10 min) 5 bailarinos
A
composicão explora as relações entre espaço
e tempo, através de movimentos que enfatizam as espirais
em torno de diferentes eixos, os avanços espaciais e a fragmentação
de tempo. A coreografia exige dos bailarinos precisão e uma
certa neutralidade corporal para ressaltar a caligrafia espacial.

Curto Circuito (10 min) 7 bailarinos
Atritando
arriscados movimentos posturais e pequenos gestos nervosos, atitudes
teatrais e deslocamentos espaciais, esta dança procura estabelecer
cênicamente o estado de tensão energética que
antecede a quebra. A cena é dividida em dois espaços:
um espaço solo com a exploração do tema da
instabilidade que nos lembra a questão de Alice de Lewis
Carrol, "Esta queda não acabará nunca?" e um espaço
de grupo que estimula uma eletricidade contínua na platéia.
Noturno (30 min) 9 bailarinos
Noturno
marcou a descoberta da linguagem cênica da companhia.
Nesta coreografia, de 1986, Regina Miranda costura a sua própria
linguagem, retratando os sentimentos femininos desde a infância
até a idade adulta. Na trilha sonora o Noturno n¼ 1
de F. Chopin se soma a uma criação especial de Rodolfo
Caesar sobre a 4 Sinfonia, de Tchaikovsky.
Exílio (30 min) 2 bailarinas
Uma
interpretação dançada da peça teatral
"Savannah Bay", de Marguerite Duras, onde uma mulher tenta esquecer-se
de si mesma, enquanto outra tenta mantê-la viva, através
de lembranças de amor e dor.
The Sliding Stone (10 min) 1 bailarina
Num
espaço confinado, esta Ofélia contemporânea
explode em loucura e desejo de morrer. Este solo, especialmente
criado para a bailarina Marina Salomon, ressalta as qualidades de
interpretação que a distinguem como uma das melhores
bailarinas brasileiras.
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